domingo, 20 de maio de 2012

Ateu pode ser preso por até 11 anos por negar a Deus


Um ateu da Indonésia que postou em seu Facebook a expressão “Deus não existe” e que modera uma página voltada aos ateus, pode ser sentenciado a até 11 anos de prisão por quebrar a lei anti-blasfêmia da mais populosa nação muçulmana.
Alex Aan (foto), um funcionário público de 31 anos, foi agredido em sua cidade Pulau Punjung, por uma multidão, após ter postado o comentário que incluía uma imagem do profeta Maomé, e logo depois foi detido e acusado por blasfêmia.
Embora, a Indonésia possua leis para a liberdade de religião, elas só se aplicam a pessoas de seis crenças: Islã, Catolicismo, Protestantismo, Budismo, o Hinduísmo e o Confucionismo.
O ateu está oficialmente sendo acusado de insultar a principal religião, o que pode chegar a uma sentença de no máximo 5 anos de prisão, mas ele pode também receber uma sentença adicional de 6 anos por usar a internet para espalhar ” mensagens blasfêmicas.” Acredita-se que Aan é o primeiro indonésio a ser julgado sob a filosofia de estado, que requer a crença em Deus. O governo não permite a não crença em Deus, conforme salientado no relatório do Departamento Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos.
“Ele demonstrou sua intenção de se converter ao Islamismo , porém, ele não fez declarações de fé. Nem mesmo se ele converter-se, não poderia livrar-se das acusações, devido seu ato de blasfêmia”, disse o chefe da polícia de Jakarta, Chairul Aziz.
Algumas pessoas da página ateia do Facebook que ele iniciou, foram ainda mais longe pedindo por sua decaptação.
“Esses ateus deveriam ser decaptados, é isso que merecem”, escreveu Putra Tama, um muçumano da província vizinha de Jambi.
Atualmente, Aan está sob regime de prisão preventiva aguardando o veredito que irá decidir seu destino.
“A verdade é muito perigosa”, expressou Aan em uma entrevista ao The Guardian. “Estou realmente preocupado com meu futuro. E somente agora estou começando a pensar como vou lidar com isso.”
Aan revelou também que estava sendo agredido na prisão por um grupo de detentos, após descobrirem seu o ato de blasfêmia contra o Islamismo.
“O que Alex ‘fez’ foi exercitar sua liberdade de expressão,” disse Taufik Fajrin, um de seus cinco advogados que o representa em seu caso. “Iremos fazer nosso melhor para libertá-lo, mas só espero que receba o mínimo da sentença. Promover os direitos humanos  aqui é difícil, porque você enfrenta fanáticos e culturalistas radicais. Mesmo nós, como seus advogados, estamos preocupados que radicais venham ao nosso escritório ou casas e nos apedrejem. Isso é um desafio.”
Pelas avaliações dos advogados há cerca de 2,000 ateus na Indonésia em um país de 240 milhões de habitantes onde a maioria é muçulmana.
                                                                                                                                                                         jornal do mundo gospel